COVID19: Reações da vacina AstraZeneca/Oxford

Veja quais a principais reações relatadas de quem toma a vacina Astrazeneca/Oxford.

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Muitas pessoas vem relatando algumas reações à aplicação da primeira dose da vacina contra o coronavírus, e quase todas são bem parecidas entre si. E o mais importante, justamente por tais reações é possível saber que a vacina realmente cumpriu seu papel, que é interagir com a defesa de seu corpo.

A vacina AstraZeneca/Oxford está sendo aplicada em milhões de brasileiros desde março, após ser aprovada pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), ela foi desenvolvida pela empresa farmacêutica AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford no Reino Unido, a qual autorizou a transferência de tecnologia para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Essa vacina funciona de uma forma interessante em nosso organismo. A AstraZeneca pegou um vírus de gripe comum que ataca macacos, o modificou geneticamente para que não se multiplique, e para que carregue uma parte do material genético do SARS-CoV-2 (coronavírus). Essa parte incluída no material genético do vírus de gripe é uma proteína que atua como estimulante para que as células humanas “se abrissem” para que o coronavírus pudesse entrar nelas.

Essa proteína foi chamada de “spike”, assim que sistema imunológico do corpo humano a identifica, começa a atuar para destruí-la, e como o vírus inoculado na vacina não se reproduz, o corpo vence essa ameaça e “grava” que essa proteína tem que ser combatida sempre que estiver no corpo.

Assim, quando o coronavírus entrar na corrente sanguínea do individuo vacinado, o corpo irá ter uma resposta muito rápida contra essa proteína, e nossas células não serão invadidas pelo coronavírus. Uma ideia brilhante.

REAÇÕES

Grande parcela das pessoas que se vacinaram contra a COVID-19, por meio da vacina AstraZeneca/Oxford, não sentem nenhuma reação. No entanto, boa parte relata várias sensações, as mais comuns são:

Dores generalizadas pelo corpo

– Ardências pelo corpo

– Sensação de moleza

– Febre leve

– Sede

– Dor de cabeça

– Dor no fundo dos olhos

Particularmente, eu após tomar a vacina tive tais reações, aproximadamente 12 horas após tomar a vacina. Elas foram aumentando gradualmente, e a última reação que tive foi dor de cabeça e dor no fundo dos olhos, que foram sanadas após tomar um comprimido de doril.

Outra reação, mais do que normal, é ficar com um dor no braço no local da aplicação, já que a agulha perfura o musculo para ser inoculada.

Em nenhum outro momento tive qualquer sintoma de gripe, como garganta doendo ou coriza. Como tomei a vacina às 8h30 da manhã, durante toda a noite passei com dores e a sensação de moleza no corpo todo.

Algo que eu já havia sentido em alguma parte da minha vida, antes de uma gripe forte. A diferença é que dessa vez a gripe não veio.

Outras reações graves foram relatadas como trombose (coagulação de partes do sangue) e choque anafilático. Reações graves que o vacinado precisa ter atendimento médico urgente.

REAÇÕES COMPROVAM A EFICÁCIA DA VACINA EM VOCÊ

Por meio de relatos médicos, todas as essas sensações e reações demonstram que seu corpo lutou bravamente contra o vírus e venceu a luta. Elas mostram que havia algo de errado em seu corpo, mas que em menos de 24 horas o seu corpo conseguiu resolver, ou seja, conseguiu eliminar o perigo e “guardou” a informação de como vencer o combate, sempre que houver necessidade.

Isso não quer dizer que quem não tenha tido reações não está imunizado. Quer dizer apenas que essas pessoas tem a imunidade um pouco melhor, o corpo não precisou lutar tanto para garantir a eliminação da ameaça.

Tanto é verdade, que as pessoas que tem tomado a segunda dose da AstraZeneca/Oxford quase não apresentaram reações. O corpo já sabe como se defender de forma rápida.

O FUTURO DA PANDEMIA

É inegável que a Pandemia está sofrendo um duro golpe com a vacinação em massa pelo mundo. Existe a expectativa de que até o fim deste ano de 2021, provavelmente 80% da população mundial deverá ter tomado pelo menos uma dose da vacina.

Porém, é ser leviano dizer que ela vai acabar no começo de 2022, ou que o vírus será vencido. Muitas questões ainda estão em aberto. As vacinas terão eficácia por quanto tempo? As mutações do vírus conseguirão ser detidas pelas atuais vacinas? Até quando serão necessárias medidas sanitárias e o isolamento social?

Não é possível para nós responder as essas perguntas. Podemos apenas aguardar e torcer para que elas sejam respondidas o quanto antes.